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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Bandeira de Mello: "os inimigos do Flamengo estão dentro do Flamengo"

O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, disse hoje, enquanto participava de um debate na PUC-Rio, que "os maiores inimigos do Flamengo estão lá dentro mesmo".

O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, na PUC. Foto: Giovanni Sanfilippo

Ele contou uma situação que ocorreu após ele tomar as primeiras providências como presidente do clube em 2013. A gestão decidiu economizar nos gastos com o futebol profissional e outros esportes para passar a quitar as dívidas do clube pouco a pouco. Um conselheiro, então, criticou a nova política financeira:

É um absurdo como o Flamengo está pagando 80 milhões de reais em impostos, entre correntes e atrasados em 2013, pra ganhar 25 milhões em patrocínio da Caixa.
- Conselheiro do Flamengo

Bandeira mencionou que o depoimento do dirigente não foi falado e, sim, escrito, o que logo remete às cartas que Marcio Braga e dirigentes aliados mandaram à ele. No entanto, o presidente não revelou quem foi o autor da pérola.

- Esse sujeito fez a conta: "80 é maior do que 25, então é melhor continuar sonegando e praticando apropriação indébita" - concluiu Bandeira.

O presidente do Flamengo participava de um seminário sobre o Projeto de Lei 5201/2013, ou o PL da Responsabilidade Fiscal no Esporte (LRFE), que contou com a presença do deputado federal Otávio Leite, relator do projeto. Bandeira de Mello se mostrou a favor da aprovação do texto e afirmou que está trabalhando em conjunto com o deputado.

Por outro lado, a gestão de Bandeira foi utilizada pelo Prof. Manoel Peixinho, do Departamento de Direito da PUC-Rio, como argumento para atacar a necessidade da LRFE. O vascaíno Peixinho elogiou a política financeira da gestão atual do Flamengo dizendo que "Bandeira deu exemplo de que com as atuais regras de gestão corporativa um clube pode se recuperar, já que um bom gestor não precisa de incentivos para administrar um clube".

Não é para menos, afinal, de acordo com Bandeira, a gestão reduziu a dívida de 750 milhões de reais, em 2013, para 619 milhões atualmente.

O posicionamento é igual ao dos atletas do Bom Senso FC, que se manifestaram contra a LRFE do jeito que está.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Vantagem de 2-0 não vale de nada contra o Galo

No confronto de hoje, pela partida de volta das semi-finais da Copa do Brasil, engana-se o flamenguista que já pensa ter um pé na grande final. Embora a vitória por 2 a 0 seja uma vantagem considerável, o Atlético Mineiro já deu provas de que pode superar mais um resultado adverso e reverter o placar em casa.

Não foi só contra o Corinthians que o Galo mostrou o poder de reação. A virada do placar agregado de 0-3 para 4-3 pode até ser considerada a mais desafiadora, mas também foi consequência de várias outras reversões do placar que o Atlético vem protagonizando ao menos desde a Libertadores do ano passado.

Nas semi-finais da competição intercontinental o Atlético encarou o Newell's Old Boys, da Argentina, e na partida de ida, na casa do adversário, sofreu a derrota por 2 a 0. Principalmente por ter sofrido para eliminar o Tijuana, do México, na fase anterior, muitos acreditaram que ali seria o fim da caminhada da equipe de Ronaldinho Gaúcho. Porém todos os atleticanos que bradaram "eu acredito" no Estádio Independência foram recompensados com o resultado igual para o Atlético no tempo normal e a vitória nos pênaltis.

Já na final contra o Olímpia, do Paraguai, o Atlético repetiu o feito da mesma maneira. Após derrota no país vizinho por 2 a 0, o Galo repetiu o placar em casa, na base de muita pressão, e ficou com a Taça nas mãos durante as disputas de pênaltis.

Arte: Giovanni Sanfilippo

É interessante que ambos os lados estão pregando a cautela e respeitando o adversário, como ilustrado nos depoimentos registrados acima de Maicossuel, meio-campo do Atlético Mineiro, e Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo. Enquanto o Galo tenta mais uma vez conquistar um resultado histórico dentro de campo, o rubro negro faz de tudo para superar as próprias limitações e chegar a segunda final de Copa do Brasil consecutiva baseado mais na raça do que em qualquer outra coisa.

Caso repita a reversão do placar pela terceira vez, o Galo terá a força da torcida do Mineirão novamente para a decisão nos pênaltis. Se vencer por três gols de diferença, a disputa por pênaltis nem é necessária. Entretanto, caso conceda gols ao Flamengo, o Atlético terá que vencer por mais de dois gols de diferença, se não a classificação fica com o rubro negro carioca pelo critério dos gols fora de casa.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Botafogo vira o jogo contra o Flamengo: de 1-4 para 4-3


É verdade. Parece impossível, mas acontece. O Botafogo virou o placar contra o Flamengo, depois de estar perdendo por 4-1, agora vence por 4-3.


Se você ainda não percebeu, explico: não é uma partida de futebol. Na verdade, nem chega a ser uma competição. Mas de qualquer maneira, é uma situação interessante: o Botafogo agora é o time com mais torcedores no posto do governador dos estados brasileiros e Distrito Federal, após as eleições.

Arte: Vinícius José/globoesporte.com
Capitaneado pelo governador reeleito do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, o Botafogo é o que tem mais torcedores entre os 27 governadores, com 4 representantes. Além de Pezão, Rodrigo Rollemberg, do Distrito Federal, Fávio Dino, do Maranhão, e Renan Filho, de Alagoas, são os alvinegros cariocas, embora o último tenha o coração divido com o time local Murici, atualmente 180º colocado no ranking da CBF.

O Flamengo, que tinha 4 governadores no quadro eleito em 2010, tem agora apenas três, todos na região norte. O governador do Amazonas, Zé Melo, além do rudro-negro carioca também torce para o Nacional, time da capital amazonense. O Flamengo, por outro lado, segue como maior torcida entre os prefeitos das capitais, com 2 prefeitos, um deles de Manaus.

Cruzeiro, Santos e Vasco são os outros únicos que tem a torcida de mais de um governador, enquanto os governadores do Mato Grosso e do Espirito Santo, dois estados onde o futebol profissional é inexpressivo, declararam não torcer por nenhum clube.

Grandes clubes, como Atlético Mineiro, São Paulo, Palmeiras e os dois gaúchos não estão representados entre os governadores eleitos, enquanto clubes de expressividade regional ganham destaque, como o Baré, de Roraima, e o Confiança, de Sergipe.

Fonte: globoesporte.com